Enquanto aeronaves e máquinas pesadas têm suas manutenções e revisões baseadas nas horas de uso, os carros usam os quilômetros rodados para isso. Por que? Basicamente, porque a quilometragem, no caso dos veículos, pode ser mais facilmente calculada e interpretada.

Fora isso, aeronaves e tratores, por exemplo, são levados aos extremos. O primeiro percorre longas distâncias em altas velocidades, já o segundo não faz caminhos longos, porém, trabalha por muitas horas. Assim, ambos têm vida útil calculadas em horas.

Como os carros contam com muitas variações de distâncias, tempo e até rotações do motor, convencionou-se usar os quilômetros. É uma maneira, também, de facilitar a vida do motorista, já que é mais fácil prever quando será a revisão.

Quem decidiu fazer diferente foi a alemã BMW. Agora, são os próprios carros da montadora que decidem qual o momento da revisão. Chamado de manutenção preditiva, essa tecnologia usa sensores do veículo que analisam o estado do óleo, filtros, fluidos e pastilhas dos freios. No entanto, o sistema causou polêmica. Alguns clientes alegaram que o prazo de revisão fornecido pela concessionária não bate com os alertas do carro. Enquanto os funcionários da marca afirmavam que a primeira revisão seria de 12.000 km, o carro informava que a manutenção seria feita em apenas 9.000 km.

Segundo a BMW, essa diferença pode ser explicada pelo modo de condução do motorista e a qualidade da queima do combustível, já que gasolina adulterada, e até mesmo álcool, encurtam o intervalo das revisões.

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