O nome Autopeças Três Irmãs é autoexplicativo. Um negócio de família. Quem chega à cidade de Cajamar, localizada na Grande São Paulo, logo nota o grande estabelecimento no distrito do Polvilho. Camila, Caroline e Cinthia Miranda, as três irmãs que batizam a loja, administram a empresa. Uma paixão herdada do pai Antônio, mecânico desde a década de 80.

A história da família Miranda no ramo começa no bairro de Perus, na Zona Norte de São Paulo.  Ao lado de dois sócios, Antônio fundou a Somave, onde as irmãs tiveram seu primeiro contato com o mundo das autopeças. Em 1994, o pai de Camila, Caroline e Cinthia desfez a sociedade e rumou até Cajamar, começando um novo negócio, desta vez contando com ajuda de suas filhas, que sempre gostaram desse “mundo”.

“Sempre tivemos vontade de tocar a loja. Desde pequenas, quando meu pai fazia motor de carro em casa. Nós estávamos sempre acompanhando ele. A gente até lavava os carburadores”, explica Caroline, 32 anos, responsável pela parte financeira e administrativa da Três Irmãs.

“A gente enfiou a cara no negócio. Foi empenho de cada uma, batendo na cabeça que se aprende”

As irmãs participavam da rotina do pai desde a infância. Caroline foi a que começou mais cedo, com apenas nove anos. Já Cinthia e Camila tinham 12 e 14 anos, respectivamente, quando começaram a dar seus primeiros passos no balcão. Com o passar dos anos, Antônio passou o gerenciamento das lojas para as filhas, mostrando ter muita confiança em sua família.

“A gente enfiou a cara no negócio. Foi empenho de cada uma, batendo na cabeça que se aprende”, diz Caroline.  As irmãs chegaram a gerenciar um estabelecimento cada, mas desde 2010 as ações da família Miranda estão voltadas para a unidade da Autopeças Três Irmãs do Polvilho, que centralizou todas as operações, antes divididas em quatro lojas, sendo duas em Cajamar e outras duas em Santana do Parnaíba.

Com uma loja que prima pela organização e o bom atendimento, as irmãs não ficam apenas nas partes administrativas do negócio. “Quando meu pai começou nós atendíamos no caixa, a gente comprava, vendia, fazia tudo. Nunca saímos totalmente do balcão, a gente sempre tá ali, atende um pouco, fica lá embaixo. A loja funciona de segunda a segunda, então no final de semana ficamos no balcão, auxiliando os vendedores, deixando a parte administrativa para os dias úteis”, relata Cinthia, 35 anos, responsável pelas áreas de compras e RH.

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Mesmo no comando, as irmãs sempre consultam Antônio nas decisões mais importantes da autopeças: “Meu pai ainda é o patrão de todo mundo, então sempre estamos conversando com ele”. Ainda assim, a opinião de toda a família pesa muito. “Sempre pedimos a opinião um do outro em todas as decisões. É uma empresa familiar. Quando todos estão em acordo nos colocamos em ação”, afirma Caroline.

As irmãs se impõem, enfrentando a desconfiança de muitos homens.  “Sempre teve esse preconceito (de ser mulher em uma autopeças), mas nossa loja sempre foi pioneira na região e aos poucos a gente foi mostrando que era capaz de tocar e conquistando o mercado”, revelam Caroline e Cinthia, que estão desfalcadas de Camila, 37 anos, afastada da correria do negócio familiar por conta de uma licença-maternidade.

Caroline e Cinthia revelam que o atendimento familiar cativa a clientela. O consumidor final acaba sendo fidelizado, principalmente pelo estabelecimento abrir aos domingos. Nada mais adequado para um negócio de família.

Confira o expediente de segunda a sexta da Autopeças Três Irmãs:

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