No dia 11 de maio de 1947 começava uma vitoriosa parceria na história do automobilismo. A Scuderia Ferrari, que se tornaria a equipe mais famosa do mundo, apresentava o modelo Ferrari 125, com um motor de 12 cilindros, pilotado pelo italiano Franco Cortese. Esse primeiro carro, fabricado na própria fábrica da Ferrari, uma tradição mantida até os dias atuais, já contava com peças da SKF.

Após 70 anos, a sueca SKF ainda é parceira técnica da popularmente conhecida “Rosse di Maranello”. Hoje, o logotipo da empresa, referência em rolamentos está estampado nos carros do alemão Sebastian Vettel e do finlandês Kimi Räikkönen.

Ao longo dessa colaboração, a SKF não somente criou componentes de ponta, como também ajudou na pesquisa de possíveis problemas, como no ano de 1995, quando a roda traseira direita de Jean Alesi, piloto francês que liderava a prova, quebrou faltando apenas sete voltas para o final. No início pensaram que era uma falha em um dos rolamentos e, só depois de vários testes realizados pelas duas equipes em vários componentes, descobriu-se que a falha foi causado pelos espaçadores de titânio montados para pré-carregar os rolamentos. Estes espaçadores dilataram menos nas altas temperaturas de operação, e sobrecarregaram os rolamentos, que, literalmente, “assaram”.

A estreita colaboração entre Ferrari e SKF é necessária já que os monopostos, como são chamados os carros de apenas um lugar, sofrem impactos fortes e são levados ao extremo, principalmente no início de cada corrida, nos choques com as zebras em mais de 200 km/h e nas desacelerações súbitas.

Assim como os carros da Fórmula 1, a pesquisa da SKF para oferecer melhores componentes é rápida. Afinal, o campeonato mais nobre do automobilismo não para de fevereiro a dezembro. Um desafio exigente que, há mais de 70 anos, é vivido pelo SKF nos bastidores dos GPs.

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