O Brasil ainda não tem um planejamento “ideal” para introduzir os carros elétricos nas ruas do país em um curto prazo. As principais cidades do país continuam com uma quantidade insatisfatória de pontos de recarga, além de haver poucas unidades de veículos deste tipo circulando por aí pela falta de incentivos governamentais para trazê-los, o que encarece o preço dos importados. Apesar disso, montadoras e projetos estudantis focam nesse assunto tão importante para reduzir a poluição no território nacional. Neste segundo capítulo sobre o assunto, mostramos a situação dos municípios em relação à mobilidade elétrica e as novidades vindas de fabricantes sediados em solo verde e amarelo. Confira:

São PauloAinda tímida nesse assunto, a cidade mais populosa do país tem pequenos incentivos para quem busca os elétricos. Um dos benefícios de optar por um carro deste tipo é a isenção do rodízio municipal. Outra bonificação dos condutores é o desconto de metade do IPVA destes veículos.

O município paulista também conta com ações de conscientização para chamar atenção dos cidadãos. Um deles é o Dia da Mobilidade Elétrica, organizada pela ABVE (Associação Brasileira de Veículos Elétricos), celebrado no dia 27 de maio, contando com a presença de autoridades estaduais e federais e montadoras de veículos.

Rio de JaneiroCom um projeto ambicioso chamado “Carro Elétrico Carioca”, o Rio de Janeiro pretendia alugar veículos elétricos por valores bastante inferiores, tendo previsão de lançar a ação antes dos Jogos Olímpicos de 2016. Mas a ideia fracassou e o pacote foi deixado de lado.

O projeto era baseado no Autolib, de Paris, na França, que funciona desde 2011 na capital do país europeu. O objetivo era cobrar aproximadamente R$ 1,94 a cada quilômetro rodado nas ruas cariocas.

Em 2013, o Rio de Janeiro contou com duas viaturas de polícia elétricas. O modelo do carro era o Nissan Leaf, mas o projeto estagnou e não foram colocadas novas unidades do veículo para patrulhar a cidade.

FortalezaA capital cearense é uma das cidades que mais incentivam o uso dos elétricos no Brasil. A prefeitura da cidade criou o pacote VAMO 2017, que reduz o custo do uso dos carros elétricos compartilhados. Além disso, o município assinou um convênio de cooperação técnica com a Unifor (Universidade de Fortaleza) e a Enel Distribuição Ceará para o desenvolvimento de pesquisas em mobilidade elétrica.

O campus da Unifor recebeu recentemente duas estações de carros elétricos compartilhados. A instituição de ensino ainda lançou o Centro de Pesquisa em Mobilidade Elétrica (CPqMEL), visando estimular o uso de veículos elétricos através de pesquisas científicas.

Santa Catarina

O Estado da Região Sul do Brasil tem uma rede de recarga para veículos elétricos e híbridos plug-in em diversas cidades. A maioria dos postos está instalada nos shoppings, como nos casos de Joinville, Balneário Camboriú, São José e Criciúma. A capital catarinense tem uma unidade no campus da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e deve ganhar outro no bairro de Itacorubi, na zona norte da ilha.

Carros elétricos brasileirosEm Pinhais, no Paraná, o engenheiro mecânico e chefe de equipe da Hitech Racing, Rodrigo Contin, fundou em 2016 a Hitech Electric, primeira montadora brasileira de carros elétricos. Em maio deste ano, a marca lançou seus dois primeiros modelos: o e.coTech2 e o e.coTech4. O preço do veículo de duas portas é de R$ 44,9 mil, enquanto o de quatro portas custa R$ 49,9 mil. Os modelos atingem os 60 km/h e a bateria tem autonomia de até 120 km.

Nova geraçãoOs alunos da Facens (Faculdade de Engenharia de Sorocaba) construíram um veículo 100% elétrico, tendo uma aceleração que vai de 0 a 100 km em 3,2 segundos. A bateria é desenvolvida pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology) e conta com uma tecnologia que mantém o carro refrigerado por mais tempo e dá mais potência ao motor.

 

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