A Zona Norte de São Paulo é uma região conhecida pelo intenso tráfego de caminhões em suas ruas.  Por lá os pesados prevalecem graças às diversas transportadoras e o Terminal de Cargas que se localizam na área. Quando os caminhoneiros têm qualquer tipo de problema, a Mercevolks, no Parque Novo Mundo, é o lugar mais indicado para solucionar os contratempos desse tipo de veículo. Chegando no estabelecimento os clientes se deparam com o simpático José Carlos Morais, de 65 anos, sempre disposto a atender bem, isso desde 1972, quando a loja foi fundada por ele.

José Carlos começou na profissão de balconista sem conhecimento da área, graças ao seu pai, Nuno Morais, que o colocou para trabalhar. “Aprendi na marra. Não sabia nada, mas fui pegando o jeito. Meu pai tinha um amigo que era dono de autopeças, então eu fiz um estágio com ele por uns três meses, aproximadamente. Decorando o nome das peças e tudo mais. Era um lugar que atendia carros de passeio, mas os componentes são similares à linha pesada”, revela.

O pai também foi o sócio de José Carlos na hora de abrir a Mercevolks em setembro de 72. “Abrimos a empresa juntos, até hoje ele tá por aqui mesmo com 90 anos. Dá uma passada todo dia por volta do meio-dia aqui na loja. Ele vem dar uma distraída, uma conferida como o estabelecimento está indo”, conta o balconista que também trabalha com a irmã. “Sempre foi um negócio bem familiar”, afirma.

“Para ser balconista tem que ter aptidão, gostar do ramo, porque tem que lidar com o público, ser amável e agradável.“

Há 45 anos no comando da Mercevolks, Zezinho, como é conhecido pelos clientes mais próximos, acumula muita experiência no balcão, mas sabe que a indústria de caminhões sempre vai se modernizando, e ele tem que acompanhar essas mudanças. “O dia a dia vai ensinando a gente. Todo dia sai um modelo novo de caminhão. É sempre um aprendizado”, afirma.

“O caminhão quando quebra ele não escolhe a peça. A frota de caminhões é muito nova, então tem muito filtro, lona, pastilha de freio, peças de câmbio, diferencial. Nessas vendo mais para o consumidor final mesmo, mas também tem oficina que compra da gente. O meu cliente encosta na mecânica, a oficina pega as peças no nome dele e acabo faturando direto por eles terem confiança no meu trabalho”, explica.

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Ele também nos conta as histórias mais inesperadas na hora de garantir uma venda. “Uma vez tinha cara que me ligou e falou: ‘Estou aqui depois do pedágio na Fernão Dias. Aceita cartão? Traz a maquininha?’ Ai eu mandei os equipamentos e os componentes. Chegando lá a maquininha não funcionou. O cara quebrado na estrada, mecânico esperando a peça. Mas não perdi a venda, botei fé no cara. Ele não pagou no dia. Confiei nele, busquei o cara em Mairiporã no dia seguinte e ele veio usar a máquina aqui no balcão”, diz aos risos.

Antes de irmos embora da Mercevolks, José Carlos nos revela como ele faz para estar 45 anos à frente do balcão. “Para ser balconista tem que ter aptidão, gostar do ramo, porque tem que lidar com o público, ser amável e agradável. Tem que tratar o cliente sempre bem, por isso estamos no mercado desde 1972. Esse é o nosso diferencial”, finaliza o simpático Zezinho.

Confira o expediente do José Carlos na Mercevolks

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