Do balcão até a gerência. No Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo, a Maracá Auto Peças tem um exemplo de profissional que começou arrumando o estoque e alcançou o cargo de gerente. Ele é Eriovaldo Alves Moreira, de 33 anos, mais conhecido como Bahia pelos colegas de trabalho. Como seu apelido diz, o baiano de Feira de Santana veio à capital paulista em 2002 para passar alguns dias, mas acabou ficando e criou raízes na maior metrópole do Brasil.

“Eu vim passar umas férias em São Paulo, só que acabei ficando. Eu tinha 19 anos na época. Minha irmã já vivia aqui”, conta Bahia. Logo que chegou à capital, o primeiro emprego de Eriovaldo foi em uma autopeças: “Meu cunhado já trabalhava em uma loja desse tipo e me perguntou se eu queria entrar no ramo. Topei e desde então estou nesse setor.”

“Um bom balconista tem que atender bem o cliente. Estar bem-humorado o tempo inteiro.

A primeira autopeça que Eriovaldo trabalhou ficava no Valo Velho, bairro que pertence ao distrito do Capão Redondo. Lá, ele iniciou sua carreira no ramo. “Comecei como estoquista. Depois acabei indo para o balcão. Só que a loja era pequena, poucas oportunidades, então eu decidi sair. Até falei que ia voltar para a Bahia, mas comecei a mandar currículo e no mesmo dia me chamaram para trabalhar”, relata.

Em 2006, Bahia começava sua história na Maracá Auto Peças. Fundada em 2002, a loja que fica na Avenida Comendador Sant’anna deu a oportunidade do baiano de Feira de Santana mostrar o seu serviço: “Entrei como estoquista, ficando oito meses nessa função. Depois, virei balconista. Foram seis anos no balcão do estabelecimento”.

O esforço de Bahia no balcão da Maracá Auto Peças deu resultados. “Com o tempo fui ganhando oportunidades e fui promovido a gerente”, conta. Desde 2012, Eriovaldo ocupa o cargo, além de ser o responsável pelo setor de compras do estabelecimento do Capão Redondo.

Confira o expediente do Bahia na Maracá

 

Com tantos anos na Maracá e experiência de diversos cargos, Bahia demonstra amor pela profissão. “É um ramo que eu amo. Costumo dizer que faço o que gosto e gosto do que faço”, fala. Eriovaldo também dá ênfase a outro lado da profissão: “É um mercado bom financeiramente, mesmo com a crise e outros problemas”.

“Quem não quer ter o seu próprio negócio? Mas para isso você tem que ter os pés no chão. Não é de uma hora para a outra”,

Aos novatos, o gerente da Maracá Auto Peças dá a dica: “Um bom balconista tem que atender bem o cliente. Estar bem-humorado o tempo inteiro. Tratar o cliente com seriedade e ter carisma com as pessoas. É isso que importa hoje em dia. Se não tiver um bom atendimento, você pode ter até um bom preço que o cliente não vai voltar por causa do profissional”.

Sobre cativar o cliente, Bahia fala que a loja tem que se esforçar para conquistar a freguesia. “Tem peça que a gente sabe que é difícil de achar, mas para fidelizar o comprador eu acabo correndo atrás. Às vezes é um parafuso que encontro no distribuidor. O pessoal diz que uma pecinha dessas não traz valor agregado nenhum, mas no fim você acaba ganhando o freguês”, explica.

Sobre o seu futuro, Bahia é bem realista e não se ilude em ser o patrão de uma hora para a outra. “Quem não quer ter o seu próprio negócio? Mas para isso você tem que ter os pés no chão. Não é de uma hora para a outra”, finaliza o funcionário da Maracá, que ainda precisa revisar o estoque e cuidar das vendas desta loja no bairro do Capão Redondo.

 

 

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