O José Carlos de Souza, de Maringá-PR, perguntou ao Balconista S/A porque as marcas nacionais não tiveram sucesso no mercado. O Brasil contou com muitos projetos de montadoras de carros, mas poucas tiveram alguma rentabilidade. Empresas icônicas como a Romi, Vemag, Miura, Puma e Gurgel, colocaram carros nas ruas do país, tentando um lugar ao Sol diante dos veículos de multinacionais que se instalaram no solo verde e amarelo.

O mercado brasileiro é um dos que mais compram carros no mundo. Ainda assim, o país não emplacou nenhuma marca de renome no cenário nacional e internacional. Os fatores do insucesso são muitos. Um dos principais foi o escasso apoio do governo em diversas épocas, o que deixava os empreendedores com pouco capital, situação que afligiu a Puma, que fabricava modelos esportivos.

A Gurgel foi a mais duradoura.  A montadora produziu aproximadamente 30 mil veículos genuinamente brasileiros durante seus 27 anos de existência. Conseguiu até um capital na bolsa, emplacou campanhas publicitárias, mas ainda assim não conseguiu cair no gosto do consumidor brasileiro, que preferiu optar pelas grandes marcas como Ford, Chevrolet, Volkswagen e Fiat.

Outros projetos brasileiros naufragaram por falhas no planejamento. A Romi produziu em 1958 o Isetta, no qual cabiam apenas duas pessoas, enquanto que as famílias brasileiras eram em média bem maiores.

Já a Vemag tinha tecnologia alemã da DKW e terminou sendo adquirida pela Volkswagen em 1967.

Atualmente, o Brasil tem montadoras, mas que seguem a linha off-road de jipes, como a TAC Motors, adquirida pela chinesa Zotye, e a Troller, que também foi comprada por uma multinacional, no caso, a norte-americana Ford.

Um exemplo que poderia ser seguido é o da indústria aeronáutica brasileira. A Embraer, com capital estatal, é uma das maiores fabricantes de avião do mundo, graças aos incentivos financeiro, científico e tecnológico dados por diversos investidores.

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