Em uma realidade onde o prático e o rápido dominam o mercado, investir em um projeto sustentável é uma opção, muitas vezes, inviável. Só de pensar em parar uma linha de produção inteira para reestruturá-la de acordo com as ideais de respeito ambiental e social, muitos empreendedores chegam a enlouquecer. Mas, ao analisar os resultados dessa mudança, a GM decidiu arriscar.

A partir da necessidade de expansão do Complexo Industrial de São Caetano do Sul (SP), a montadora se dispôs a investir cerca de R$ 1,2 bilhão na adaptação do antigo prédio, para que o mesmo dialogasse com ideias ecologicamente corretas. Já na própria demolição, boa parte do entulho gerado será reutilizado na obra, reduzindo assim o primeiro impacto ambiental.

Entre as mudanças do novo prédio estão a construção de telhas translúcidas, a instalação de luzes de LED com automação de dimer e a criação de um sistema de ventilação natural. Outros conceitos ainda mantidos em sigilo pela montadora também complementarão a área de 432.300 m², que também terá todas as suas instalações internas redesenhadas e incorporadas às novas tecnologias de manufatura 4.0.

Além das novidades, vale a pena lembrar que a GM já havia inaugurado em 2017 o maior sistema de aquecimento solar da indústria automotiva. Ao todo, são 560 metros quadrados instalados no telhado da fábrica em São Caetano do Sul, para fornecer água quente aos chuveiros dos vestiários. 280 placas solares e sistemas de bomba de calor abastecem 300 chuveiros, eliminando a necessidade de uso de vapor e consumo de gás natural.

Outro detalhe curioso sobre o histórico da empresa é que, desde 1989, ela já utiliza um sistema de reuso do efluente industrial, evitando o consumo de água potável nos processos industriais. Esse sistema possibilitou o reuso de mais de 628 milhões de litros desde 2005, sendo 121 destes apenas no ano de 2016. Essa e outras pequenas ações estiveram presentes no histórico da montadora nas últimas nove décadas.

Apesar das ações de respeito ao meio ambiente, a empresa também se preocupou com o lado social. Só para a nova instalação, a GM contratará cerca 2.000 pessoas, contribuindo também para a mão de obra regional. Em suas seis instalações localizadas pelo estado de São Paulo, ela já totaliza 13 mil funcionários registrados.

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