Cada vez mais pessoas estão abrindo mão do valor de compra e priorizando valores sociais. Mas, apesar desse comportamento ser recente, a ideia já é antiga entre montadoras. Quase como se pudessem prever o nascimento desse pensamento, grande parte delas já mantinha projetos que prezavam propagar a ideia de denegrir ao mínimo o meio ambiente.

A partir da iniciativa de unir a agricultura e a produção industrial, a Ford decidiu investir em pesquisas voltadas ao aproveitamento de fibras na produção de veículos. Para combater um dos alarmantes pontos negativos do seu “muscle car” (que mantinha um alto consumo de gasolina), a montadora utilizou soja para confeccionar a espuma dos bancos do Mustang. Inclusive, muitos alegam que o uso da planta era quase uma obsessão de Henry Ford.

No caso da Peugeot, as experiências voltaram-se ao emprego de cânhamo, variação da cannabis. Este foi utilizado para fabricar o suporte do retrovisor interno do Peugeot 206, modelo que até mesmo já saiu de produção. Um ponto a se destacar é que a ação abriu espaço para que os estudos sobre uso de materiais alternativos, reutilizáveis e não poluentes fossem impulsionados.

Outra montadora que cultivou a mesma iniciativa foi a Fiat. Em 2010, época em que lançou o Uno segunda geração, a marca apresentou uma versão alternativa, batizada de Uno Ecology. Uma espécie de plataforma para testes. Em sua composição, ele possuía para-choques, painel e laterais de portas produzidas com uma mistura de bagaço de cana-de-açúcar.

Além dessa, outras mudanças foram feitas nesta versão, como por exemplo a composição do estofamento do carro. No lugar do poliuretano (derivado do petróleo) foram colocados fibra de coco e látex. Já nos tapetes e tecido dos bancos, foram reutilizadas garrafas pet. Segundo a própria Fiat, devido a todas as mudanças, o peso dos componentes foi reduzido em cerca de 8%.

Ainda que todos esses exemplos estejam no passado, a sua relevância é totalmente refletida no futuro. O sucesso dos resultados e a recepção do público ao modelos, apenas comprovou, mais uma vez, que é possível unir qualidade e sustentabilidade no setor automotivo.

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