Um acordo de livre comércio finalmente foi alcançado entre Brasil e o México. Agora, os países latino-americanos eliminaram as cotas impostas desde 2003 e podem praticar o livre comércio entre as duas nações no setor automotivo. O documento que autoriza essa relação comercial foi assinado no último mês e não teve todo o seu conteúdo revelado oficialmente pelo governo federal.

As montadoras brasileiras buscaram impedir esse acordo, já que alegavam que o livre comércio seria mais favorável aos mexicanos. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) foi informada sobre a parceria e confirmou que a negociação foi bem sucedida entre os governos. 

galpão cheio de caixas e peças de automóveis, para simbolizar o livre comércio
O livre comércio entre Brasil e México vai beneficiar ambos países

Com o acordo, o livre comércio entre Brasil e México já está em vigor nas categorias automóveis e comerciais leves. A partir de 2020, caminhões e ônibus estarão isentos de cotas. Em relação ao conteúdo local, ficou acordado que o limite mínimo será de 40% para que os veículos possam seguir para um dos dois lados sem imposto de importação.

Segundo o Ministério da Economia, o país exportou 595 milhões de dólares em automóveis no ano passado para o México e importou 1.070 milhões de dólares. O Brasil, que nos dois primeiros meses deste ano recebeu 7.754 veículos mexicanos, é o quarto destino das exportações automobilísticas mexicanas.

Os dois países têm acordo comercial no setor automotivo desde 2002. A última renovação ocorreu em 2015, que era o ano em que este acordo deveria ter sido iniciado, mas foram mantidas as cotas por mais cinco anos, com o aumento do valor em 3% a cada ano. Nos últimos 12 meses, entre março de 2018 e março deste ano, a cota era de US$ 1,7 bilhão para cada país.

Comentários