Os amortecedores são componentes essenciais para a segurança veicular. Eles têm a função de controlar a ação das molas na suspensão, a fim de evitar a oscilação excessiva do veículo e mantendo os pneus sempre em contato com o solo, o que garante estabilidade e dirigibilidade do veículo nas mais diversas condições de terreno. 

Por serem equipamentos muitos importantes, existem diversos mitos e boatos em torno deles. Então em parceria com a Cofap, líder no segmento, traremos aqui 5 mitos e verdades sobre os amortecedores.

Amortecedores aceitam recondicionamento?

MITO. Amortecedores não devem ser recondicionados. A grande maioria das peças vendidas como recondicionadas na verdade são amortecedores usados e já descartados que receberam apenas uma pintura nova ou que tiveram apenas o óleo substituído por um fluido fora dos parâmetros exigidos para o seu correto funcionamento. 

Além do óleo original, cuja composição é desenvolvida pelos fabricantes de fluidos em parceria com as montadoras especificamente para essa finalidade, um amortecedor é composto por diversos componentes internos, sujeitos a desgastes por atrito. Ou seja, como os componentes internos e o óleo não são encontrados livremente no mercado, os amortecedores ditos recondicionados continuam com os componentes internos originais, mas comprometidos devido ao desgaste, colocando em risco a segurança de motorista e passageiros.

Amortecedores recondicionados têm a mesma eficiência que os novos?

MITO. Como os componentes internos estão desgastados, os amortecedores recondicionados estão sujeitos a apresentar grande perda de eficiência e, consequentemente, causar sérios problemas como perda de dirigibilidade e de estabilidade durante as curvas. 

Além disso, o aumento na distância da frenagem, desgaste prematuro dos pneus e desgaste dos demais componentes do sistema de suspensão podem ser prejudicados. Há, ainda, o risco de travamento dos amortecedores, afetando perigosamente o controle do veículo.

Amortecedor precisa ter selo do INMETRO?

VERDADE. Todos os amortecedores comercializados no Brasil devem possuir o certificado do INMETRO, que garante a qualidade da peça para o mercado reparador. Isso acontece justamente pelo fato de o amortecedor ser um dos itens de segurança mais importantes do veículo. 

Por isso, na hora de substituir o componente é essencial procurar por uma marca que seja referência pela qualidade, confiabilidade e garantia. A certificação Inmetro também é obrigatória para amortecedores importados. Igual os amortecedores da Cofap, que são certificados desde 2012.

Amortecedor em mau estado pode provocar aquaplanagem?

VERDADE. O desgaste dos componentes internos dos amortecedores leva à perda de eficiência e pode causar a redução do contato entre os pneus e o solo. Nos dias chuvosos, isso pode agravar a ocorrência de aquaplanagem, que ocorre quando os pneus perdem o contato com o solo devido à lâmina de água sobre o asfalto. 

O fenômeno de aquaplanagem pode ocorrer até mesmo com um veículo novo, dependendo de sua velocidade, porém, amortecedores em mau estado agravam severamente a situação na medida em que a aquaplanagem poderá ocorrer em velocidades bem mais baixas.

A substituição deve ser feita sempre em pares?

VERDADE. A recomendação é que a substituição dos amortecedores seja feita sempre aos pares, para cada eixo. Isso porque, se um amortecedor novo trabalhar em conjunto com outro usado, em um mesmo eixo, poderá haver um desequilíbrio, o que irá prejudicar a dirigibilidade. 

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