Após 40 anos de sua morte, relembramos os carros icônicos usados pelo integrante mais polêmico dos Beatles.

John Lennon, o frontman (nome em inglês designado ao vocalista de um conjunto) da banda de maior sucesso comercial na história da música popular – Os Beatles – era a figura mais controversa entre seus parceiros de grupo. E mesmo após 40 anos após sua morte, ele ainda é lembrado pelas polêmicas que estava envolvido. A escolha de seus carros não escapam delas. 

Após o sucesso estrondoso dos Beatles, todos os fabricantes de veículos automotores queriam o seu modelo estacionado na garagem do cantor – ou de qualquer outro Beatle – para publicidade e aumento das vendas.

No entanto, tal fato demorou alguns anos para acontecer, pois John Lennon não era exatamente um fã de carros, tendo tirado sua carteira de habilitação só aos 25 anos.

Porém, bastou a imprensa noticiar que Lennon estava tirando a carta, para que as empresas enviassem diversos modelos à sua casa.  Aston Martin, Jaguar, Maserati foram algumas das concessionárias que fizeram questão de presentear o músico com veículos de tirar o fôlego.

Mas a escolha veio sem pensar duas vezes: John Lennon optou por uma Ferrari 330 GT 2+2 Berlinetta, de cor azul.

Tratava-se de uma nova versão nova da clássica 250 GT 2+2, mas, desta vez, com motor V12 de quatro litros, dispondo também de uma carroceria com entre-eixos mais longo e proporções ainda mais elegantes, sendo capaz de transportar quatro adultos.

O modelo ganhou esse nome devido aos seus 330 cm³ para cada cilindro e por entregar mais de 300 cv, fazendo o carro rodar a mais de 244 km/h. Era a Ferrari mais veloz do seu tempo, e Lennon ficou com ela por três anos.

Ferrari 330 GT 2+2

Ainda em 1965 (ano em que tirou a habilitação), o Beatle comprou uma Rolls-Royce Phantom V, sedan de alto luxo, mas que, a partir de quando passou a pertencer ao astro, transformou-se em uma obra de arte. 

Provavelmente inspirado pela cantora Janis Joplin, o polêmico vocalista atribuiu ao seu novo carro desenhos psicodélicos, trocou o banco traseiro por uma cama de casal, e ainda conseguiu colocar uma geladeira e uma televisão dentro dele. Quase uma casa, não?

Rolls-Royce de John Lennon

Após a inusitada mutação de seu Rolls-Royce, Lennon aumentou seu cartel de polêmicas ao comprar um carro funerário.  O Austin Princess 1956 fez sucesso após parecer no filme Imagine, lançado por ele e sua esposa Yoko Ono, em 1972, para acompanhar o álbum de mesmo nome.

Austin Princess 1956

Em 1969, John Lennon e sua família sofreram um acidente automobilístico no seu recém-adquirido Austin Maxi, um hatchback lançado naquele mesmo ano. Os ferimentos foram leves, mas o episódio fez o cantor desistir de ficar atrás do volante. A partir de então, contratou um motorista.

Um ano depois, Lennon já planejava mudar-se para Nova York; então, precisou se desfazer de um dos veículos mais icônicos carros que já possuiu: a limusine Mercedes-Benz 600 Pullman, branca, que está entre os modelos mais luxuosos de todos os tempos, e, obviamente, tinha de passar pelas mãos do Beatle.

Limusine Mercedes-Benz 600 Pullman

Ao chegar em Nova York, John Lennon comprou uma Chrysler Station Wagon, modelo Town & Country, adquirido pela Apple Records, e criado especialmente para Lennon e Yoko Ono.

O carro saiu da fábrica diretamente a Nova York, no Edifício Dakota, onde ficou de 1972 a 1980, quando o vocalista foi assassinado. Era o veículo ideal para o casal, pois contava com um vasto espaço para levar os instrumentos musicais.

Por fim, antes de sua precoce morte, John Lennon ainda teve dois Mercedez-Bens – um conversível 230 SL 1965, além de uma discretíssima perua 300 TD a diesel, de cor bege (este, o seu último carro). 

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