Assim como outras montadoras, a Renault teve que suspender temporariamente as suas atividades, por um motivo que vem assolando a indústria automotiva: a falta de semicondutores. 

A decisão da Renault foi divulgada pela revista Quatro-Rodas, afirmando que a montadora concederá férias coletivas para os seus funcionários, de acordo com a fábrica em que atuam. Na unidade do Paraná voltada para veículos de passeio, a paralisação ocorre do dia 02/08 (segunda-feira) até o dia 11/08 (quarta-feira), totalizando dez dias.

Quanto à segunda estação afetada da empresa, a Curitiba Veículos Utilitários, que produz comerciais leves, terá uma pausa de cinco dias, também com início no dia 02/08 (segunda-feira), mas se encerrando já nesta sexta-feira (dia 06/08). 

Vale ressaltar que essa não é a primeira vez que a Renault precisa congelar a sua produção. A planta da região metropolitana de Curitiba já tinha parado no final de março, período em que outras montadoras se viram com o mesmo problema – sem semicondutores suficientes para seus automóveis.

Atualmente, outras duas marcas que tentam se recuperar dessa situação são a Hyundai, a qual paralisou seus exercícios no final de junho, retornando em julho de maneira reduzida para confeccionar os modelos HB20 e Creta; e a Volkswagen, que suspendeu operações por 20 dias. 

Os semicondutores

Os chips semicondutores são uma matéria-prima essencial para a construção de qualquer automóvel e, de fato, a sua escassez está tendo impactos gigantescos. Afinal, esses são utilizados desde os freios até os consoles multimídia, sem que haja qualquer possível substituto.

Na metade de julho de 2021, a Auto ForeCast Solutions publicou um levantamento sobre o tema. Até o momento da pesquisa, 14 fábricas tinham sofrido pausas em decorrência da falta do componente elétrico. Além disso, o cálculo do número de veículos que não seriam fabricados até o final daquele mês (31/07) seria de 220 mil unidades. A probabilidade de que essa estimativa esteja correta é alta.

Para mais do setor de automóveis, a área de smartphones e tablets também é muito afetada pela baixa quantidade desse material essencial para a produção. Apesar de ser um problema múltiplo e global, grandes nomes envolvidos na fabricação dos chips já apontam que a crise está longe de seu fim. 

Segundo pronunciamentos do presidente da Intel, por exemplo, o cenário só terá melhora significativa depois de 2022. Isso porque os investimentos necessários são altíssimos, a demanda não para de crescer e muitas fábricas ainda operam com capacidade reduzida.

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