Assinantes do streaming podem matar a saudade da carreira de Schumacher, heptacampeão da Fórmula 1

Recentemente, a Netflix comprou os direitos do documentário “Schumacher”, que mostra os detalhes da vida e da carreira da lenda do automobilismo Michael Schumacher. A estreia tem data marcada: 15 de setembro.

Você poderá conferir entrevistas com a família do ex-piloto, além de grandes figuras do passado e do presente da Fórmula 1, como Mika Häkkinen, David Coulthard e Sebastian Vettel.

O documentário também conta com depoimentos de seu antigo chefe – o ex-presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo; do atual presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt, e do ex-comandante da F1, Bernie Ecclestone.

Ao longo da narrativa, serão exibidas imagens de arquivo inéditas sobre o passado de Schumacher. O trajeto se inicia nas primeiras corridas de kart e acelera até a conquista recorde do 7º título mundial.

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Schumacher é tema da Netflix

Recordando o recordista

Até as pessoas mais leigas saberão dizer que Michael Schumacher é um dos maiores pilotos da história. Por anos, deteve recordes de títulos, vitórias e pole positions na Fórmula 1; hoje, divide com Lewis Hamilton o posto de maior campeão da modalidade. 

Assim como a maioria dos corredores profissionais, Schumacher iniciou sua carreira no kart, tendo seu primeiro contato com um modelo aos quatro anos de idade. Foi no pequeno bólido que conquistou suas primeiras vitórias: bicampeonato alemão Júnior (1984 e 85); campeonatos alemão e europeu de kart (1987).

Sua estreia em um carro de corrida aconteceu em 1988, na Fórmula Konig (campeonato de monolugares). No mesmo ano, conquistou o 2º lugar no Europeu de Fórmula Ford 600 e a sexta colocação na Fórmula Ford alemã.

Em 1989, ainda na Alemanha, migrou para a Fórmula 3, na qual terminou no terceiro posto, sendo campeão na temporada seguinte. Além disso, também em 1990, ficou em 5º no Mundial de Esporte-Protótipo, pilotando uma Mercedes.

Fórmula 1

Michael Schumacher debutou na modalidade em 1991, no Grande Prêmio da Bélgica, substituindo Bertrand Gachot no carro da Jordan. E não tardou para que os títulos viessem: bicampeonato (1994-95) pela Benetton.

Em 1996, enfim, deu-se início à Era Ferrari. Após quatro anos de espera, as conquistas vieram em atacado: pentacampeonato entre 2000 e 2004 e a consolidação de uma lenda. 

Michael Schumacher durante prova pela Ferrari

Coube ao espanhol Fernando Alonso, da Renault, encerrar a série avassaladora de Schumacher, triunfando consecutivamente em 2005 e 2006. Este último ano, inclusive, culminou na aposentadoria do astro, mas não sem antes bater o recorde de pole positions de Ayrton Senna.

Em 2009, o alemão decidiu retornar às pistas, desta vez pela Mercedes, embora sem repetir as grandes atuações até sair de cena, definitivamente, em 2012.  

Ao todo, foram 91 vitórias e 63 poles na carreira.

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O coma

Em 28 de dezembro de 2013, quando o mundo já estava mergulhado nas festas entre Natal e Ano Novo, veio a notícia estarrecedora. Michael Schumacher sofreu grave acidente enquanto esquiava nos Alpes franceses, entrando em coma.

Embora tenha deixado o hospital quase nove meses depois para seguir o tratamento em casa, vislumbrar uma plena recuperação parece um sonho cada vez mais distante. 

Aliás, pelo fato de a família Schumacher ser extremamente reservada, muito pouco se sabe a respeito do real estado de saúde de Michael.

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