As horas de funcionamento do motor são mais relevantes do que o número de quilômetros percorridos.

O trânsito das grandes cidades, marcados pelo conhecido “anda e para”, faz com que, muitas vezes, os veículos passem mais tempo parados do que rodando – sempre com o motor ligado, é claro. Em alguns casos, essa prática é mais nociva ao motor em relação a quando se está em movimento constante.

Carro pouco rodado também pode estragar.

Comparação

Imagine um carro trafegando em movimento constante numa rodovia, e outro enfrentando o “anda-e-para” das metrópoles. Embora o primeiro atinja maior quilometragem, seu motor seguirá em melhor estado. Isso porque ele terá feito menos esforço, trabalhando em um mesmo ritmo, sem sobressaltos.

Quando levado para a oficina, o motor com menor quilometragem tende a apresentar diversos problemas. Ao desmontar o cárter, por exemplo, é possível notar que o óleo se transforma em borra, perdendo toda a sua capacidade de lubrificação.

A falta de lubrificação também pode atingir outro componente importante: o turbocompressor, cujo desempenho cai a ponto de causar vazamento de óleo, de maneira que o automóvel solta uma fumaça branca. 

Portanto, caso seu veículo apresente algum desses sinais e sua quilometragem seja baixa, é provável que o óleo do motor perdeu sua lubrificação, mesmo seguindo a manutenção recomendada pela fabricante.

Condições severas

Os manuais costumam trazer instruções para condições severas, obrigando os motoristas a trocarem o óleo na metade da quilometragem recomendada. 

São duas as tais condições severas. A primeira ocorre quando o carro é utilizado apenas para ir ao trabalho, rodando pouco e passando a maior parte do tempo estacionado. Assim, dificilmente o motor esquenta até a temperatura ideal. Para alcançar esse nível, é preciso dirigir por pelo menos 15 minutos.

Carro pouco rodado também pode estragar. Fator principal é o tempo de funcionamento do motor.

A outra corresponde aos veículos que trafegam rotineiramente no ambiente urbano (o “anda-e-para” citado no início da matéria). Mesmo durante os instantes parados, o motor segue trabalhando, o que aumenta o desgaste da máquina.

Lembrando que, ao trocar o óleo, a recomendação é substituir também o filtro de óleo. Além disso, é necessário rodar com maior frequência para evitar o ressecamento de peças e fluídos, bem como o escoamento do óleo do motor.

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