Eles são conhecidos como relíquias dentro do setor automotivo. Seus bancos, sua pintura, seus faróis e seu painel são exatamente os mesmos dos primeiros anos de quilometragem. A explicação para tal estado de conservação é simples: quem cuida destes detalhes são colecionadores fascinados pelo assunto.

Ainda que esse trabalho encante o público, uma mudança na regulamentação do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) pode acabar com a estabilidade do segmento. Para padronizar as placas presentes em automóveis do Mercosul, o departamento pretende até o ano de 2024 implantar um novo modelo, que, por meio de ferramentas adicionais, promete promover ainda mais a segurança dos veículos.

“É um elemento que representa que aquele carro pertence ao patrimônio histórico dos automóveis”, Henrique Romanos, colecionador

Entre as mudanças, está a padronização do design criado pelo grupo sul-americano. Nele, haverá um fundo branco e uma tarja azul na parte superior. No lado esquerdo, estará indicado um logo do Mercosul, já no lado direito, uma bandeira da federação. Para identificar o país será posto o seu nome no centro da tarja azul, e para identificar o estado e a cidade, será posto os nomes abaixo da bandeira. A resolução do Contran também exige que todas as placas tenham sete caracteres alfanuméricos em alto relevo.

Fora isso, todas contarão com chips, marcas d’água com o nome dos países que compõem o grupo grafadas na diagonal e códigos de barras bidimensional (Qr Code). Diferentes cores serão distribuídas para cada categoria, sendo visíveis somente nas letras de identificação.

Para os veículos particulares será oferecida a cor preta. Para os oficiais, a azul. Para os comerciais a cor vermelha e para os diplomáticos a laranja. As cores verde e prata serão destinadas aos modelos especiais e colecionáveis, respectivamente.

Apesar de, mesmo após a mudança, ainda ser possível identificá-los, a grande indagação exposta é que, por mais que exista um benefício presente, o processo apenas gerará mais gastos e descaracterizará os carros da categoria. Muitos chegam a pagar altos valores para adquirir uma placa com o mesmo ano do veículo. O ponto decepcionante é que, para se adaptar a nova ordem, terão que desembolsar um valor maior ainda.

Para Henrique Romanos, professor de São Paulo e dono de três carros antigos (FNM JK, Ford Customline e Aero Willys), a Placa Preta significa muito para o antigomobilismo. “É um elemento que representa que aquele carro pertence ao patrimônio histórico dos automóveis. Mesmo assim, infelizmente, a Placa Preta já está um pouco desmoralizada, por conta de alguns clubes e despachantes que emitem placam sem nenhum critério. Por isso vemos carros Placa Preta que não tem minimamente a originalidade”, diz Henrique.

Ao longo das edições da nossa revista, conhecemos a história de determinados modelos e de seus donos. Confira as imagens de alguns deles e relembre os seus designs:

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