Um placa preta para locação de eventos. O professor de inglês Gustavo Mello, de 21 anos, decidiu aliar o seu amor pelos carros antigos com os negócios. O proprietário da Volkswagen Kombi 1973 batizou o seu modelo customizado de Kombi Havaiana, uma “corujinha” com as cores azul-caiçara e branco, que marca não apenas a vida de seu dono, como a de muitas outras pessoas.

“Fui incentivado por amigos. É um mercado até um pouco pequeno, esse negócio de locação de Kombi antiga. Como a gente já tem o amor pelo hobby, então acabamos unindo o útil ao agradável. É superlegal, porque a gente participa de momentos especiais das vidas dessas pessoas. Eu levo a sério esse negócio, só que é muito mais pela paixão do que pelo dinheiro”, afirma Gustavo.

A Kombi Havaiana chama a atenção por onde passa. Na cidade natal de Gustavo, Guarulhos (SP), a perua é o foco dos olhares dos pedestres e dos motoristas que dividem as ruas com o modelo 1973. “Bonita, hein? Tá bem cuidada”, diz um transeunte que para o proprietário no semáforo para elogiar o trabalho de restauração.

“O painel dela é muito bonito e as janelas safari permitem que eu tome vento no rosto. Isso dá uma sensação de liberdade indescritível”

Gustavo nos conta como foi o processo, desde a compra até deixar a perua em estado perfeito. “Essa Kombi eu comprei em São Paulo. Ela era toda azul. Como todo veículo desse tipo ela estava bem usada, principalmente por ser um carro comercial. Tive que fazer uma boa reforma nela. Com o tempo fui deixando do meu jeito, customizando, comprando os acessórios que eu queria”, relata.

“O bagageiro foi um amigo que fez, do estilo californiano. Consegui uma placa de trânsito verdadeira do Havaí. Os frisos eu acabei instalando para transformar em uma Kombi de luxo. O interior eu fiz com a ajuda de um marceneiro, construímos o balcão e toda a forração de madeira. A janela safari refrigera muito o carro e melhora muito a sensação quando dirijo ela. Além disso, fiz um sofá-cama com um tapeceiro e dá até para dormir já que a cama tem 1,80m. As cortinas eu criei e a minha vó costurou para mim. Eu gosto desse processo de customização e todo momento eu vejo de fazer alguma coisa, nunca paro”, explica.

As inspirações para o visual e o estilo de decoração estão no próprio nome da Kombi Havaiana. “Eu particularmente gosto muito de praia, até morei um tempo na Califórnia, em San Diego. Quando eu fico um tempo sem ir para o litoral começo a ficar estressado. Então eu puxei para esse lado havaiano porque é algo que eu gosto, além disso a Kombi está muito ligada a viagens, praia, colocar a galera para fazer um passeio. A ideia veio disso”, conta o proprietário.

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Desde 2016 com a Kombi Havaiana, Gustavo nos conta como veio a motivação para ter um placa preta: “A paixão pelos carros veio por causa do meu pai. Ele é lojista, sempre teve loja de carro e de moto, então isso aconteceu muito cedo comigo. Eu sempre ajudei ele lá, não trabalhava apenas com veículos modernos, mas também com os antigos. Vem desde a infância esse amor pelas máquinas”.

O modelo 1973 com motor boxer 1600 não é a única relíquia de Gustavo. Além da Kombi, ele tem um Fusca com as mesmas cores da perua havaiana. Antes de ter a versão corujinha, o professor de inglês já havia sido proprietário de uma Clipper de seis portas.

Só que o modelo “corujinha” sempre foi o sonho de Gustavo. “O painel dela é muito bonito e as janelas safari permitem que eu tome vento no rosto. Isso dá uma sensação de liberdade indescritível”, afirma.

Atualmente, a Kombi Havaiana aparece em eventos como casamentos, sessão de fotos e até em um projeto de uma série de entretenimento. Se você encontrar ela na rua, com certeza ela será o centro das atenções do quarteirão. É uma corujinha que encanta por onde passa.

Confira a entrevista com Gustavo Mello, dono da Kombi 73:

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