Que a palavra do futuro é sustentabilidade todos sabem. No entanto, o que de fato direciona o mercado nesse sentido são as mudanças. No mês de julho de 2018, foi anunciado o programa Rota 2030, um plano que visa estabelecer as bases de uma política industrial automotiva para os próximos 15 anos e, consequentemente, estimular a modernização do segmento.

Entre as estratégias definidas, estão propostas que visam beneficiar montadoras com incentivos fiscais e isenção de impostos. Até aí, nada muito diferente. Mas se olharmos o programa em si tudo muda. Para conseguirem esses benefícios, as empresas deverão alcançar metas que promovem não só o crescimento comercial, mas também ecológico. De acordo com os regulamentos, se a redução no consumo de combustível e emissões for maior do que a meta de 11%, elas poderão até ganhar benefícios adicionais.

Segundo o presidente da Anfavea Antonio Megale, o foco do programa é assegurar que investimentos em pesquisa e desenvolvimento sejam feitos no Brasil. Para ele, os consumidores precisam pensar além do preço dos automóveis, e focar na sua performance e desempenho. “Eles precisam ter em mente que com o processo, teremos a chance de usufruir de carros mais tecnológicos e sustentáveis. Inclusive, no mesmo padrão de mercados desenvolvidos”.

Apesar do preço não ser o foco do programa, o Rota 2030 pode sim favorecer a queda dos preços de veículos híbridos e elétricos. Produtos ainda pouco acessíveis aos brasileiros. De acordo com as determinações, os automóveis equipados com essas tecnologias devem sofrer uma redução de impostos, caindo de 25% para patamares entre 7% e 20%. Híbridos que combinarem à tecnologia flex, ainda em desenvolvimento, receberão um bônus de 2% de desconto no IPI.

Até o momento, o programa está vago em alguns aspectos. A previsão é que ao longo do ano ele deva ser completado. Isso ocorre porque boa parte das mudanças determinadas pelo governo federal para a indústria automotiva estão sendo verificadas pelo Contran, juntamente com o Denatran, e devem ser determinadas no decorrer dos próximos meses.

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