A indústria de autopeças pode se tornar ainda mais competitiva e inovadora com as revoluções trazidas pela tecnologia digital e impressoras 3D.

O mundo automotivo anda de mãos dadas com o setor de autopeças; ou seja, se um vai bem, o outro também. Em 2020, o crescimento da área foi expressivo. De acordo com o Sindipeças – entidade que reúne os principais fabricantes desse mercado – o faturamento dos associados cresceu 18,2% entre julho e agosto. 

Embora o resultado ainda seja negativo em comparação a 2019, esses dados demonstram a consolidação do ritmo de recuperação das vendas para todos os segmentos. A queda expressiva nos números era praticamente inevitável, dado o cenário da pandemia de Covid-19.

Especialistas apostam em uma melhora a partir desse último salto, mas vale prestar atenção para uma prática em especial que tem impulsionado o setor desde 2015: o investimento em tecnologia digital e impressoras 3D.

Dentre tantas mudanças ocorridas no setor automotivo e de autopeças nos últimos 10 anos, o que mais tem trazido benefícios para a produção de veículos e suas respectivas autopeças foi certamente a tecnologia digital. Automatizar a produção e entregar veículos com cada vez mais tecnologia, oferecendo praticidade e agilidade ao motorista.

É interessante pensar que a tecnologia não está presente somente no produto final, mas sim em todo o processo de fabricação. A adoção da tecnologia digital é fundamental para trazer maior visibilidade operacional, prazos mais rápidos e menos erros de logística. 

Além disso, garante um inventário mais funcional,  gerando maior precisão no armazenamento e no reabastecimento dos produtos. Tudo, é claro, complementado por uma redução significativa de custos.

Autopeças

As montadoras também investiram na tecnologia para acelerar a produção e reduzir seus custos com esse processo. Em 2018, por exemplo, a GM declarou que já vinha fabricando autopeças impressas em três dimensões.

Isso poderia ajudar a empresa a cumprir metas de adicionar veículos de combustíveis alternativos, além de fabricar mais modelos elétricos que não tenham sua velocidade comprometida. 

A capacidade de imprimir autopeças leves pode transformar a indústria de veículos elétricos ao diminuir seus pesos, o que eleva o alcance dos automóveis e reduz as preocupações dos consumidores com a limitação de distância que podem percorrer.

A impressão de peças de carro 3D também é uma forma de deixar o automóvel mais leve. Por exemplo: um aerofólio produzido em metal pesa muito mais do que a peça feita em uma impressora 3D com plástico e novos materiais.

Com o peso reduzido, a tendência é que a eficiência e economia de combustível aumentem.

Além disso, por se tratar de um processo mais ágil, eficiente e acessível, o sistema pode revolucionar o desenvolvimento de protótipos de peças e componentes em baixa produção para teste nos veículos.

A razão para tal é a possibilidade de se imprimir peças de qualquer forma ou comprimento. Para o  consumidor final, isso significa produtos sob medida e atualizações estéticas totalmente únicas. 

A impressão 3D tornou-se atraente pelo fato de que não necessita de moldes construídos para dar forma às peças, pois a construção dos moldes custa caro, o que não faz sentido para o fabricante produzi-los em pequena escala. 

Muitas vezes é difícil encontrar peças para substituir itens danificados em determinados carros, especialmente modelos antigos que, por algum motivo, precisam ser restaurados.

Com a digitalização, modelagem e impressão 3D, é possível produzir qualquer peça rara, o que diminuiria os custos para o consumidor final. A Porsche Classic, área responsável pelos modelos clássicos da Porsche, já usa peças automotivas impressas em 3D para reposição em veículos raros.

Impressão em 3D

Em 2015, as montadoras alemãs BMW AG, Daimler AG e Volkswagen AG, bem como seus fornecedores locais, já tinham a noção de que a tecnologia digital seria a chave para o sucesso no futuro do setor automobilístico.

Dessa forma, elas passaram a fabricar veículos que dispensam motoristas, carros conectados e sistemas avançados de segurança que dependem de aparelhos e engrenagens inteligentes, com a ajuda de software.

Por isso, por onde quer que andemos a partir de hoje, o futuro já chegou. E veio acompanhado das mais modernas tecnologias. Evidentemente, o setor automotivo e de autopeças não poderia ficar de fora.

Afinal, eles só têm a ganhar com a produção em impressoras 3D, com veículos cada vez mais tecnológicos e o bônus da redução de custo. 

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