Saiba quais são as alterações das regras da Fórmula 1 para 2022 e por que elas irão ocorrer

Talvez a Fórmula 1 esteja vivendo sua melhor temporada dos últimos anos, com Lewis Hamilton e Max Verstappen disputando palmo a palmo das pistas, de modo que apontar um favorito ao título seja praticamente um tiro no escuro. Diante disso, podemos supor que não há necessidade de mudanças no regulamento da competição, certo? 

Mas, após dois anos de discussões, uma nova era da F1 está por vir. na realidade, uma nova era da F1 está por vir em 2022. E, desta vez, as alterações foram conduzidas não apenas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), mas, sobretudo, pela Liberty Media, empresa que adquiriu os direitos da categoria em 2016. 

Continue a leitura para entender as mudanças.

Novo regulamento financeiro

Liberty e FIA pretendiam aumentar as chances de as equipes intermediárias competirem com as grandes, concluindo que muitas delas tiveram de realizar cortes para diminuir os custos. O aprimoramento da caixa de câmbio, por exemplo, requer o desembolso de altas quantias. Portanto, as organizadoras decidiram que as dimensões do equipamento serão menores a partir do ano que vem.

Fórmula 1 terá novas regras em 2022

Além disso, foi definido um limite de orçamento para monitorar os gastos das equipes. Em 2022 e 2023, o teto será reduzido em U$ 5 milhões a cada ano, chegando a U$ 135 milhões ao fim do período. Em caso de descumprimento do protocolo, haverá julgamento por parte da FIA, cabendo punição. 

Se o teto for excedido em mais de 5%, as consequências poderão ser uma reprimenda, a perda de pontos, ou até mesmo a exclusão do campeonato. Para as equipes intermediárias, o novo limite não significa tanto, já que elas gastam em média entre U$ 110 a 130 milhões.

Mas as gigantes, como Ferrari e Mercedes, terão de fazer grande esforço para se adaptarem; afinal, seus desembolsos costumam ultrapassar U$ 400 milhões.

Mudanças na aerodinâmica

A Fórmula 1 também terá uma nova equipe de engenheiros a fim de tornar a competição mais equilibrada. De acordo com o grupo, um problema nítido é a dificuldade dos carros em andarem próximos uns aos outros sem haver superaquecimento dos pneus e turbulência no veículo.

As soluções tomadas para isso foram:

  • Diminuir a pressão formada pela asa dianteira e apêndices de cima dos monopostos;
  • Incorporar uma maior finalidade do efeito solo na parte debaixo do chassi (lembrando que o efeito solo garante mais competitividade).
  • A asa dianteira, que direciona o fluxo de ar, será descomplicada;
  • As asas traseiras não terão endplates, e o design será bem restrito pelo regulamento.

Uma peça será implementada no carro com o intuito de direcionar parte do fluxo de ar para debaixo dele. Esse fluxo será transportado por veias no assoalho que irão apressar a passagem comparada à velocidade do ar na parte de cima. Isso permite que o carro fique mais próximo ao solo. Depois, chegando ao difusor, o ar vai para a traseira.

Assim, a turbulência de cima terá menos influência na performance do veículo que estiver atrás. Por fim, a mudança também reduzirá o desgaste dos pneus.

Aumento do peso dos carros 

Por conta de outras modificações, os carros da F1 terão 25 kg a mais. O aro das rodas será de 18 polegadas, o que diminuirá a aderência à pista. As unidades de área, por sua vez, aumentarão em 5 kg, dado o uso de materiais mais baratos. Os outros destaques são a utilização de peças padronizadas e o acréscimo de itens de segurança.

Combustível

A gasolina seguirá como combustível obrigatório, mas 20% da sua composição precisa conter substâncias renováveis. 

Planejamento dos GPs na nova temporada

Os pilotos irão atender a imprensa somente na sexta-feira antes do primeiro treino livre, e o número máximo de provas de uma temporada será 25. O sistema de parque fechado acontecerá depois do terceiro treino. Assim, as equipes não poderão mexer nas configurações do carro a partir daí.

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